Reunimos aqui as estatísticas mais citadas sobre academias, musculação e atividade física no Brasil, organizadas por tema e com a fonte e o ano de cada número. Todos os dados vêm de fontes oficiais e estudos reconhecidos — IBGE, Vigitel (Ministério da Saúde), OMS, IHRSA, SEBRAE e periódicos científicos. Use à vontade; é só citar a fonte indicada ao lado de cada dado.
Os números que mais importam
- O Brasil é o 2º país do mundo em número de academias, atrás apenas dos Estados Unidos. (Fonte: Panorama Setorial Fitness Brasil 2024 — EY; SEBRAE, 2025)
- 40,3% dos adultos brasileiros eram insuficientemente ativos em 2019. (Fonte: IBGE — Pesquisa Nacional de Saúde 2019)
- Apenas 30,1% dos brasileiros praticavam atividade física no lazer no nível recomendado em 2019. (Fonte: IBGE — PNS 2019)
- O setor fitness brasileiro reúne cerca de 15 milhões de alunos matriculados em academias (2024). (Fonte: Panorama Setorial Fitness Brasil 2024 — EY)
- O treino de força (musculação) reduz o risco de morte por todas as causas em 15%, com pico de −27% por volta de 60 min por semana. (Fonte: Momma et al., American Journal of Preventive Medicine, 2022)
- A OMS recomenda 150 a 300 minutos por semana de atividade física moderada para adultos. (Fonte: Organização Mundial da Saúde, 2024)
O mercado de academias no Brasil
- O número de estabelecimentos de atividade física quase triplicou em dez anos: de 19.266 (2014) para 56.833 (2024). (Fonte: Panorama Setorial Fitness Brasil 2024 — Fitness Brasil/EY)
- O faturamento anual do setor saltou de R$ 11,8 bilhões para R$ 17 bilhões em cinco anos — alta de 44%. (Fonte: Panorama Setorial Fitness Brasil 2024 — EY)
- O número de alunos em academias cresceu cerca de 50% em cinco anos, de 10 milhões para 15 milhões. (Fonte: Panorama Setorial Fitness Brasil 2024 — EY)
- Em 2017, o Brasil já tinha 34.509 academias, ocupando a 2ª posição mundial. (Fonte: IHRSA Global Report 2017)
- O Brasil tinha 9,6 milhões de clientes de academias, 4º lugar do mundo em número de membros. (Fonte: IHRSA Global Report 2019)
- Em 2019, o mercado fitness brasileiro movimentou mais de US$ 2 bilhões, o 3º maior das Américas. (Fonte: IHRSA Global Report 2019)
- A Smart Fit é a maior rede da América Latina e a 3ª maior do mundo. (Fonte: IHRSA, 2023)
Academias no Brasil (nº de estabelecimentos)
Fonte: Panorama Setorial Fitness Brasil 2024 (Fitness Brasil/EY)
Atividade física e sedentarismo dos brasileiros
- 47,5% das mulheres eram insuficientemente ativas em 2019, contra 32,1% dos homens. (Fonte: IBGE — PNS 2019)
- A faixa de 60 anos ou mais é a mais sedentária: 59,7% insuficientemente ativos; as menos sedentárias foram 18-24 anos (32,8%) e 25-39 anos (32,9%). (Fonte: IBGE — PNS 2019)
- No lazer, 34,2% dos homens e 26,4% das mulheres atingiam o nível recomendado de atividade física. (Fonte: IBGE — PNS 2019)
- A prática de atividade física no lazer subiu de 22,7% (2013) para 30,1% (2019). (Fonte: IBGE — PNS 2013 e 2019)
- Nas capitais, a atividade física no tempo livre no nível recomendado subiu de 30,3% (2009) para 40,6% (2023). (Fonte: Vigitel Brasil 2006-2023 — Ministério da Saúde)
- Pelo PNAD 2015, 37,9% dos brasileiros de 15 anos ou mais praticaram esporte ou atividade física. (Fonte: IBGE/Ministério do Esporte — PNAD 2015)
- Entre quem não treinava, 38,2% citaram falta de tempo e 35% disseram não gostar ou não querer. (Fonte: IBGE/Ministério do Esporte — PNAD 2015)
Adultos insuficientemente ativos no Brasil (2019, %)
Fonte: IBGE — Pesquisa Nacional de Saúde 2019
Nordeste e contexto local
- No Nordeste, em 2019, 24,3% dos adultos conheciam programas públicos de atividade física e, destes, apenas 9,7% participavam. (Fonte: IBGE — PNS 2019, em Ciência & Saúde Coletiva/SciELO)
O que a ciência diz sobre treinar
- Pessoas insuficientemente ativas têm risco de morte 20% a 30% maior do que pessoas suficientemente ativas. (Fonte: Organização Mundial da Saúde, 2024)
- O treino de força reduz a mortalidade por todas as causas em 15%, a mortalidade cardiovascular em 19% e a por câncer em 14%. (Fonte: Momma et al., American Journal of Preventive Medicine, 2022)
- A maior redução de risco de morte com musculação (−27%) ocorre por volta de 60 minutos por semana. (Fonte: Momma et al., AJPM, 2022)
- A atividade física regular melhora desfechos de mortalidade, doença cardiovascular, hipertensão, diabetes tipo 2, câncer, saúde mental, sono e controle de peso. (Fonte: OMS — Diretrizes de Atividade Física e Comportamento Sedentário, 2020)
- Em 2022, 31% dos adultos do mundo (cerca de 1,8 bilhão de pessoas) não atingiam os níveis recomendados de atividade física. (Fonte: Organização Mundial da Saúde, 2022)
- No mundo, 34% das mulheres eram fisicamente inativas em 2022, contra 29% dos homens. (Fonte: Organização Mundial da Saúde, 2022)
- A inatividade física global cresceu ~5 pontos entre 2010 e 2022 e, mantida a tendência, deve chegar a 35% em 2030. (Fonte: Organização Mundial da Saúde, 2024)
Tendências e comportamento
- Modalidades mais ofertadas nas academias brasileiras: treino funcional (74%), musculação (68%) e alongamento (57%). (Fonte: SEBRAE/PR, 2025)
- No PNAD 2015, a musculação tinha a maior frequência de prática: 54% treinavam 4 ou mais vezes por semana. (Fonte: IBGE/Ministério do Esporte — PNAD 2015)
- Em 2023, 67% dos adultos das capitais passavam 3 horas ou mais por dia em frente a telas no tempo livre, contra 61,7% em 2016. (Fonte: Vigitel Brasil 2006-2023 — Ministério da Saúde)
- A Smart Fit atingiu cerca de 5 milhões de clientes ativos e mais de 1.500 unidades (jun/2024), sendo ~2 milhões de clientes brasileiros. (Fonte: Smart Fit, 2024)
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